quarta-feira, 18 de junho de 2008

Vida...


Ta vendo esse pé ali? É o meu pé, aquele all star ali, pfff, nem existe mais, e a calça que eu tava usando, já virou pano de chão, mas não porque saiu de moda, nem nada disso, mas porque rasgou, e rasgou tanto que nem os remendos que eu fiz iriam adiantar. A vida passa, os tênis passam, as calças passam, tudo passa, a única que fica sou eu. Eu pertenço a minha vida, a única coisa certa nela é a minha presença, e em cada momento que vivi eu estive lá. E não é fácil estar em todos os lugares que eu já estive, para viver as coisas que eu já vivi, afinal são tantas. As vezes eu pergunto para minha mãe, como seria a vida dela, se ao invés de aos 18 anos ela ter uma filha, ela pudesse ter vivido diferente, e ela acha que não seria tão bom o quanto foi, porque ela tem a mim.
Quem sabe para o meu pai, relapso que só, não faça diferença, a responsabilidade a mais, claro ele nem se responsabilizou, a maior parte da minha vida, eu vivi na minha presença e na presença dos meus familiares maternos, a outra vivi com amigos, e uma pequena parcela com inimigos, mas nunca vivi sem mim.
Sei que sem mim muitas coisas seriam outras, se eu não estivesse na minha vida, não sei o que seria de mim, porque eu adoro estar na companhia de mim mesma, tem gente que vive muito, mas não faz parte de sua própria vida.E de que adianta a vida passa e a pessoa passa pela vida sem ter vida.
Não sei fazer um balanço da minha vida, porque cada coisa tem seu peso, e cada peso eu marquei em uma unidade, unidade de criança, qualquer coisa é horrível, não poder ter a barbie do ano, é motivo para chorar, para adolescente, outras coisas são horríveis, como não ir a um show, ou perder o namorado. E cada vez que eu estive junto da minha vida para passar por estas coisas, somei diferente, contei diferente, e isso dificulta na hora de fazer um balanço geral.
Mas acho que essa louca vida que vivi, tão intensa e tão frouxamente, mostra a mim mesma quem eu sou, alguém que soube aproveitar todas as oportunidades que tevê, dentro dos limites que se impôs, não passei a vida branca nuvem, e nunca, nunca mesmo deixei de estar presente na minha própria vida.

5 resposta(s):

Anônimo disse...

Gostei mesmo desse texto.
E como vc disse, do que adianta viver sua vida sem você mesma?!
Nada. Você não está vivendo a SUA vida e sim de Maria, a de João, a de Pedrinho...

;*

Mitch Souza disse...

No fim das contas, até a vida fica gasta... realmente o importante é viver...

Srta Butterfly disse...

É isso mesmo Cá...Sua vida sem ti, não é tua vida e por isso tu és a pessoa mais importante que existe na tua história...
SE ame e valorize cada momento...

Saudades imensas...

Beijo quantinho no coração...

Anônimo disse...

É por isso que eu amo este blog! Mas é verdade... quantas calças e all star já passaram. nossas estradas são esburacadas em alguns momentos mas a nossa presença, a nossa conquista e a lembrança de que tudo um dia passa..isso sim que deve ficar.

OBS: quando a gente remenda a calça é quando ela fica mais bonita heuhgahaha

Escrevendo pra esquecer disse...

É sempre bom a gente fazer um balanço desses de vez enquando. Eu também procuro estar sempre presente na minha vida. Viver não é fácil, mas enfim, estamos aqui pra isso. Não tinha me ligado que você é de Erechim, minha melhor amiga mora ai. Grande abraço

 


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